Pois é gente, o presidente uruguaio, José Mujica, decretou a legalização da produção, distribuição e venda da maconha no país. Segundo Mujica, esta medida não tem como objetivo incentivar o uso da maconha, e sim, combater o narcotráfico.
O decreto estabelece algumas regras:
- consumo permitido apenas para maiores de 18 anos;
- venda em farmácias autorizadas, somente para inscritos como usuários, com limite de 10 gramas semanais;
- a maconha será plantada pela iniciativa privada em terras do Estado;
- é permitido o plantio para consumo pessoal e em clubes de fumantes.
A maconha (Cannabis sativa), é um arbusto de cerca de dois metros de altura, que cresce em zonas tropicais e temperadas. A folha da maconha é conhecida por vários nomes: marihuana ou marijuana, diamba ou liamba e bangue. O haxixe é uma preparação obtida por grande pressão, tornando-se uma pasta semi-sólida, que pode ser moldada sob a forma de bolotas e que tem grande concentração do princípio ativo (THC).
A maconha é conhecida do homem há milênios, existem registros de uso medicamentoso no ano 7.000a.c., pelos chineses. Segundo Elisaldo Carlini, especialista no assunto, o primeiro registro sobre o uso da maconha em nossa língua data de 1564 e foi escrito por um português. No Brasil, a primeira referência é do século XVI. Nos Estados Unidos ela era muito utilizada como hipnótico, anestésico e espasmolítico. Porém o seu uso terapêutico declinou no final do século passado, em função de dois fatores: a descoberta de que a droga se deteriorava rapidamente com o tempo, perdendo o efeito clínico; e o relacionamento do uso não-médico (abusivo) da maconha à distúrbios psíquicos, ao crime e à marginalização.
Atualmente, na medicina, a maconha é utilizada para inibir o vômito na quimioterapia, reduzir a pressão intraocular nos casos de glaucoma, melhorar o apetite de doentes com AIDS e no alívio da dor em casos de esclerose múltipla.
Com relação aos efeitos sobre o sistema nervoso, o uso da maconha pode provocar bloqueio da memória de curto prazo, além disso diminui a taxa de testosterona circulante nos homens e reduz o número de espermatozóides (não interfere na libido, mas se o homem quiser ter filhos, deve suspender o uso). A inalação da fumaça produzida pelo cigarro de maconha pode provocar sonhos, alucinações ou sensações de paz e de angústia. As "viagens boas" predominam sobre as alucinações, delírios persecutórios e medos avassaladores.
Quanto ao problema da dependência, é importante salientar que os estudos científicos ainda não são conclusivos quanto à dependência química. Há quem diga que a dependência causada pela maconha é meramente psicológica e há quem diga que ela vicia sim.
Mas aí eu pergunto: se o cigarro comum e o álcool também fazem muito mal à saúde e viciam, por que são permitidos?
Esta questão é polêmica mesmo, principalmente quando temos filhos jovens ou adolescentes, sendo expostos a todo tipo de droga (legal ou ilegal) nas ruas, nos bares, nas festas, boates, etc.
Ainda parto do princípio que a melhor defesa que temos é a educação e a informação. É hipocrisia pensar que pelo fato de ser ilegal, nossos jovens não fumarão maconha. Quando se é jovem, tudo que é proibido é "mais gostoso"! O álcool é proibido para menores de 18 anos e, no entanto, festinhas de adolescentes com idade entre 13 (ou menos) e 18 anos, são regadas à cerveja, vodka, vinho, etc.
Não existe uma fórmula correta, nem garantia. Mas o que podemos fazer para proteger nossos filhos, além de educá-los com amor, carinho e bons exemplos?
Então, se pelo menos ajudar a combater o problema do narcotráfico e consequentemente diminuir a violência, que a maconha seja legalizada! Não pensem que estou fazendo uma apologia às drogas, apenas acredito que devemos nos informar melhor e discutir o assunto sem falsa moralidade e sem ilusões. As drogas estão aí, acessíveis a quem quiser fazer uso, sejam legais ou ilegais, quer a gente goste ou não!
Foto Divulgação
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